Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
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 *Vicente de Carvalho - Poemas e Canções
 ROSA, ROSA DE AMOR X
E se acaso voltar? Que hei de dizer-lhe, quando Me perguntar por ti? - Dize-lhe que me viste, uma tarde, chorando... Nessa tarde parti.
 
ROSA, ROSA DE AMOR VIII e IX
Pela vasta noite indolente Voga um perfume estranho. Eu sonho... E aspiro o vago aroma ausente Do teu cabelo castanho. ...
ROSA, ROSA DE AMOR V, VI e VII
“Deixa-me, fonte”! Dizia A flor, tonta de terror. E a fonte, sonora e fria, Cantava, levando a flor. ...
ROSA, ROSA DE AMOR III e IV
Só vivo as horas que passo Junto de ti, meu amor, Tua cintura em meu braço, Meu beijo em tua boca em flor... ...
ROSA, ROSA DE AMOR I e II
Olhos encantados, olhos cor do mar, Olhos pensativos que fazeis sonhar! Que formosas coisas, quantas maravilhas Em vos vendo sonho, em vos fitando vejo; Cortes pitorescos de afastadas ilhas Abanando no ar seus coqueirais em flor, So...
OMNIA VANITAS
Pois cheio de ambição e de confiança Tu a vida começas (A vida, Tão farta das riquezas da esperança Tão pródiga em promessas - Enquanto não vivida); ...
A TERNURA DO MAR
No firmamento azul, cheio de estrelas de ouro Ia boiando a lua indiferente e fria... De penhasco em penhasco e de estouro em estouro, Embaixo, o mar dizia: ...
SONHO PÓSTUMO V e VI
Implacável rancor do espírito à matéria, Da ilusão à verdade, Do que sonha ao que vive... Ó miséria, miséria! Ó vaidade, vaidade! ...
SONHO PÓSTUMO III e IV
Porque se arroja, pois, ao túmulo, fechado - Como um cárcere escuro – A tudo quanto é belo e esplende ao sol dourado Sob o céu claro e puro. ...

 Matérias *Vicente de Carvalho - Poemas e Canções