foto na home: Ricardo Tomassis
Na sexta-feira foi dia de ir ao ginásio do Sesc Santos conferir mais uma apresentação dos Paralamas do Sucesso. Por volta das 21h30, o grupo subiu ao palco e levou o público (que esgotou os ingressos da apresentação) a cair na alegria e cantar e pular quase ininterruptamente. Nem o calor excessivo (as filas no bar do local eram gigantescas e não teve quem não ficasse ensopado) atrapalhou.
O trio é uma das poucas bandas do pop-rock nacional que pode levar um show inteiro só com hits (e não faltaram “Ela Disse Adeus”, “Lourinha Bombril”, “Uma Brasileira”, “Lanterna dos Afogados”, “Meu Erro”, “O Beco”, “Caleidoscópio”, a deliciosa “Trac Trac”, “Cuide Bem do Seu Amor”, “A Novidade”, “Alagados”, etc, etc. E o interessante num show da banda, é que se torna possível, como disseram dois amigos que me foram ao evento comigo, curtir sem necessariamente ficar olhando para o palco.
Musicalmente eles mantém a forma, são excelentes músicos, as canções empolgam (até mesmo as baladas) e por mais que a maioria das músicas já tenha sido executada milhares de vezes, ainda é mais divertido ver um set deles do que essas bandas atuais meia-boca (exceto a Pitty, que é “classe”) que volta e meia dão as caras nas FMs brasileiras da vida.
E como não podia deixar de ser, eles tocaram covers. Teve “O Vencedor” (cantada pelo baterista João Barone!), dos Los Hermanos, e “Sonífera Ilha”, dos Titãs, de quem são amigos de longa data. Já o bis, foi o único momento que a platéia não tenha berrado os versos junto. Pois foram tocadas músicas do trabalho recente do grupo: “Brasil Afora”, o qual ainda está “pegando” entre a audiência. Destaque para “A lhe Esperar”, que vem se tornando hit.
Herbert Vianna além disso, lembrou que Santos foi a primeira cidade fora do Rio de Janeiro onde eles se apresentaram, no início da carreira, e trocou um verso de “Vital e Sua Moto” (substituindo capital por litoral, para fazer o público gritar). Tudo nos conformes, como um bom show deve ser. Mais uma vez ficou a prova que, doa a quem doer, os melhores shows do pop-rock brasileiro ainda são feitos pelas bandas dos anos 80. Uma noite prazerosa na companhia de amigos e da minha mãe.
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André Azenha é editor do site CineZen Cultural